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Governo libera R$ 12,5 bilhões para safra 2018/2019

Publicado em 01/03/2018

Pré-custeio direciona recursos para a compra de insumos, como sementes, fertilizantes e defensivos

O Governo Federal anunciou na última terça-feira, 30 de janeiro, o montante de R$ 12,5 bilhões para o pré-custeio da safra agrícola 2018/2019, que começa oficialmente em 1º de julho deste ano.
O volume de recursos é ligeiramente superior aos R$ 12 bilhões destinados ao custeio antecipado da safra 2017/18.
Operacionalizado pelo Banco do Brasil, o pré-custeio direciona recursos para a compra de insumos, como sementes, fertilizantes e defensivos. O financiamento contempla lavouras de soja, milho, arroz, algodão e café, com taxas de juros de 7,5% a 8,5% ano pelo prazo de até 14 meses.
“Essa ação tem uma função muito clara e muito específica, que é ajudar os produtores rurais a irem ao mercado comprar insumos, antes dos custeios normais, para que o produtor possa ter a condição de uma barganha melhor, de uma posição melhor de compra”, disse o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, durante cerimônia em Rio Verde (GO).

Primeiros negócios
As linhas de pré-custeio são aguardadas pelos produtores por serem usadas para realizar os primeiros negócios da nova temporada, vários meses antes do plantio efetivo das lavouras, que ocorre no segundo semestre do ano.
Ainda no primeiro semestre, o governo costuma anunciar o Plano Safra, que inclui diferentes opções de financiamento, para diversas atividades agrícolas. O atual, para 2017/18, lançado em junho do ano passado, ofereceu R$ 190,25 bilhões.
O evento de divulgação do pré-custeio para 2018/19 contou com a presença do presidente Michel Temer, do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e do presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli.

Exportações taxadas
Na mesma cerimônia, Maggi disse se opor às discussões no Congresso Nacional sobre a retirada da Lei Kandir, que isenta de ICMS produtos destinados à exportação.
“Estão querendo taxar o agronegócio em Goiás, no Mato Grosso, no Pará, no Rio Grande do Sul. Não façam isso. Minha posição é contrária a qualquer taxação ou criação de qualquer novo imposto sobre o setor que mais dá certo no Brasil”, afirmou o ministro.
Após o evento, o ministro Henrique Meirelles afirmou a jornalistas que o governo não tem “nenhum projeto de taxar exportação”.
“Experiências de impostos de exportação, quando foram feitas por alguns países, não foram bem-sucedidas. É um imposto que é extremamente contraprodutivo do ponto de vista econômico”, afirmou o ministro.
“Não só porque taxa a produção em si, mas taxa a exportação, que é fundamental para o equilíbrio da balança de pagamentos do país”, acrescentou.

Ituverava
O presidente da Aprosoja SP e do Sindicato Rural de Ituverava, Gustavo Ribeiro Rocha Chavaglia, fala sobre o valor anunciado para o pré-custeio da safra agrícola 2018/2019. “A importância do crédito agrícola, não só para a produção, mas para a economia brasileira, é enorme. Digo isso porque, se houve e só haverá prosperidade para o Brasil e para os brasileiros, muito se devo ao setor agrícola”, afirma.
“Em uma situação política e econômica difícil que o país se encontra, nossos governantes precisam ter a lucidez de estimular um setor que dá certo e que tem diminuído a tributação, fazendo a economia girar e aumentando a arrecadação pelo volume”, completa Chavaglia. 

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