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PRODUTORES PARTICIPAM DE ENCONTRO SOBRE SAFRA 2016/2017

Publicado em 09/02/2017

 Convidados pelo Banco do Brasil de Ituverava, o presidente do Sindicato Rural de Ituverava, Gustavo Ribeiro Rocha Chavaglia, e os produtores rurais César Luiz Mendonça e Luís Carlos Yamaguti, estiveram em Ribeirão Preto na última semana, para o lançamento do pré-custeio de R$ 12 bilhões para a safra do biênio 2017/18.

O evento reuniu diversas autoridades, inclusive o presidente Michel Temer, o governador Geraldo Alckmin e o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Arnaldo Jardim.
Ministro interino da Agricultura, Eumar Novacki também esteve na cerimônia de assinatura da liberação de R$ 12 bilhões financiados pelo Banco do Brasil para o pré-custeio da safra dos anos de 2017 e 2018. Ele falou sobre os planos, que além de curto e médio prazo, incluem elevar o status do Brasil como produtor rural no planeta nos próximos cinco anos.
"Queremos deixar de ter 5% para chegar aos 10% da produção agrícola em todo o planeta nos próximos cinco anos. Isso significa injetar mais 30 bilhões de dólares na economia brasileira", discursou.
Os recursos estão disponíveis aos médios produtores por meio do Pronamp (Programa Nacional de Apoio aos Médios Produtores Rurais) com taxas de 8,5% a.a., até o teto de R$ 780 mil. Os demais produtores rurais acessam o crédito com encargos de 9,5% a.a. até o teto de R$ 1,32 milhão por beneficiário.
"Acertamos ao aumentar os recursos em 20% em relação ao ano passado. Queremos estimular o crescimento do setor produtivo brasileiro e precisamos garantir que recursos com juros baixos cheguem à agricultura para nós fazer avançar", finalizou Eumar Novacki.
Arnaldo Jardim
Além de mostrar satisfação com o aumento de 20% do valor do custeio em relação ao ano passado, Arnaldo Jardim comemorou o “fim da agonia” para os produtores rurais, que agora conhecem o programa de financiamento com antecedência. 


“Anunciar o pré-custeio em janeiro aumenta a previsibilidade do agricultor e dá condições de negociação mais favoráveis. Quando o financiamento sai muito em cima da época do plantio, como foi no ano passado, quando o Plano Safra só foi anunciado apenas em junho, deixa uma certa agonia, que refletiu até mesmo na Agrishow”, avaliou.
“As negociações de barganha ficam muito comprometidas. Então, isso é extremamente positivo. Outro fato positivo é que os juros, mesmo em um quadro de inflação, foram mantidos, como no ano passado. Mas a taxa Selic era de 14,25% então a diferença diminuiu [a taxa Selic, hoje, está em 12,83% e a projeção é que fique em 9,75%]”, explica.
Elogios
Em entrevista concedida à Tribuna de Ituverava, o presidente do Sindicato Rural de Ituverava, Gustavo Ribeiro Rocha Chavaglia, fala sobre o encontro. “Entre várias autoridades e discursos apresentados, verifico que o aumento nos recursos destinados ao financiamento do Agronegócio se justifica por vários fatores, entre eles: o produtor rural ao tomar o crédito de pré-custeio, garante a aquisição antecipada de insumos, podendo obter preços melhores”, afirma.
“Com decisão acertada pelo Ministério da Agricultura em consonância com o Banco do Brasil, o Governo Federal, entendendo que o Agronegócio Nacional, é e sempre foi o fiel a alavanca da economia brasileira, pois é o único setor que pode responder a estímulo e ajudar o Brasil a se reerguer, através da geração de empregos e garantia de alimentos na mesa da população”, ressalta.
Adversidades
Ainda de acordo com ele, os produtores brasileiros vêm enfrentando, nas últimas três safras, variações climáticas, que trouxeram prejuízos ao produtor e reflexos que trarão impactos nesta safra. “A deficiência hídrica pode e deverá impactar na produção. Em algumas regiões do Brasil, temos produtores que saíram da atividade por prejuízos constantes”, lembra.
“O produtor rural brasileiro, é por si, um guerreiro, visto que diante das incertezas climáticas, incertezas econômicas, insegurança jurídica, furtos e roubos em propriedades, entre outras dificuldades, continua a trabalhar na sua vocação de produzir”, destaca.
Boa Safra
Chavaglia ainda afirma que em Ituverava, cidade que tem a identidade voltada para o Agro, e a produção desta safra promete ser boa. “Porém, regiões do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) terão reflexos negativos pela influência climática, podendo comprometer a situação dos produtores daquela região. Porém, mesmo assim é possível ter recordes de produção, o que não quer dizer que o produtor terá lucros, visto que além de todas as variáveis, o custo de produção tem aumentado, suplantando toda a capacidade de aumento de produção conseguida pelos produtores”, completa Gustavo Ribeiro Rocha Chavaglia,“E 100% dos recursos destinados ao Programa também foram mantidos no orçamento deste ano”,conclui.
Agronegócio
Na saída do Centro da Cana do Instituto Agrícola, Jardim confirmou que o Estado também tomou medidas para incentivar o agronegócio. “Vivemos um período de recessão. O governador teve de fazer cortes, contingenciamento, mas estão mantidos recursos do Feap [Fundo de Expansão Agropecuária], fundo de amparo que nos permite manter programas como o Pró-Trator e o Pró-Implemento. No ano passado, por exemplo, completamos 8,5 mil tratores, comprados com esses recursos a juros zero”, expôs.
Enredo de escola de samba gera polêmica entre os produtores
Depois de patrocinar vários desfiles recentes na Sapucaí, os produtores rurais estão enfurecidos com a escola Imperatriz Leopoldinense. Isso porque no enredo sobre o Xingu, a verde e branco incluirá fazendeiros e agrotóxicos na lista de ameaças ao Parque Indígena, criado em 1961, no Mato Grosso.
O fato gerou uma reação em cadeia de associações e confederações ligadas ao setor. No entanto, a escola garante que não sucumbirá à controvérsia e não mudará nada em seu desfile.
O presidente do Sindicato Rural de Ituverava, Gustavo Ribeiro Rocha Chavaglia também se indigna com a situação. “Com a desinformação de parte da população brasileira, alguns carnavalescos de determinadas escolas de samba, tentando homenagear índios (eles nem mais convivem como índios), usaram da ignorância ao atacar o produtor rural, que é o verdadeiro ambientalista, pois consegue produzir com equilíbrio e preservação”, afirma.


“Tentam criminalizar o produtor rural e esquecem de responsabilizar os verdadeiros criminosos: índios, ONGs, igrejas estrangeiras, FUNAI, funcionários públicos e policiais omissos”, completa.
Presidente do Sindicato Rural fala sobre encontro em Ribeirão Preto
Em entrevista concedida à Tribuna de Ituverava, o presidente do Sindicato Rural de Ituverava, Gustavo Ribeiro Rocha Chavaglia, fala sobre o encontro. “Entre várias autoridades e discursos apresentados, verifico que o aumento nos recursos destinados ao financiamento do Agronegócio se justifica por vários fatores, entre eles: o produtor rural ao tomar o crédito de pré-custeio, garante a aquisição antecipada de insumos, podendo obter preços melhores”, afirma.
“Com decisão acertada pelo Ministério da Agricultura em consonância com o Banco do Brasil, o Governo Federal, entendendo que o Agro Nacional, é e sempre foi o fiel a alavanca da economia brasileira, pois é o único setor que pode responder a estímulo e ajudar o Brasil a se reerguer, através da geração de empregos e garantia de alimentos na mesa da população”, ressalta.
Adversidades
Ainda de acordo com ele, os produtores brasileiros vêm enfrentando, nas últimas três safras, variações climáticas, que trouxeram prejuízos ao produtor e reflexos que trarão impactos nesta safra. “A deficiência hídrica pode e deverá impactar na produção. Em algumas regiões do Brasil, temos produtores que saíram da atividade por prejuízos constantes”, lembra.
“O produtor rural brasileiro, é por si, um guerreiro, visto que diante das incertezas climáticas, incertezas econômicas, insegurança jurídica, furtos e roubos em propriedades, entre outras dificuldades, continua a trabalhar na sua vocação de produzir”, destaca.

Sindicato Rural de Ituverava

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